Como já foi possivel perceber, eu curti o curso ao máximo. Uma dica para quem quer ir na Riviera Francesa é evitar a alta estação - a cidade tem turistas demais e a escola fica lotada. Quando eu fui, no inverno, nós eramos apenas 70 alunos e 15 professores. Foi ideal porque eu pude conhecer todo mundo, e o clima de intimidade é muito confortável. No meu primeiro dia de aula, no dia 2 de janeiro, eu tinha apenas quatro colegas de classe, mas quando eu saí no dia 27, éramos doze e havia mais gente chegando. Nossa turma incluía cinco brasileiros, dois colombianos, duas mexicanas, uma belga, um sueco, um japones... enfim, gente do mundo inteiro!
Eu fiquei completamente apaixonada pela EF, e fui embora pensando em voltar. A atmosfera da escola é muito envolvente, tanto que as vezes eu simplesmente ficava lá após as aulas, conversando, lendo ou jogando wii em lugar de sair e conhecer lugares novos. Além disto, eu me adaptei muito bem ao sistema de ensino adotado por eles pelo simples fato de que eu adoro conversar, tive a oportunidade de fazê-lo o tempo todo - em casa, na sala de aula, nos corredores, na cantina, na rua. Isto foi o que mais me fez crescer!
Ao chegar, fazemos o teste de nivelamento para que eles saibam o seu conhecimento de francês e escolhemos as matérias de que mais gostamos. Eu fui colocada no nível B1, intermediario, e escolhi as aulas de vocabulário e culture francophone. Mais tarde eu iniciei o curso intensivo e tive tambem aulas de gramática e conversação. Meus professores foram Audrey(maravilhosa, eu não posso descrever o quanto eu amei as aulas dela), Florence, Alexandra e Stephane(este e um nome de homem, por mais incrível que pareça).
Eu me diverti muito! Sacrifiquei ferias de ócio para estudar e eu tenho certeza de que eu não poderia ter feito nada de melhor. Depois de fazer uma viagem assim, o que você aprende de mais importante é que no mundo inteiro, as pessoas são iguais - agora eu sinto que consigo ver além dos estereótipos porque a minha experiência me revelou que nós não somos tão diferentes como acreditamos ser. No fundo, todos temos qualidades, sonhos, incertezas, metas, medos e defeitos e que não tem nacionalidade. Algumas coisas ainda prevalecem: os italianos são os mais tagarelas da face da terra(valendo lembrar que eu tenho uma ascendência italiana, entao eu sei bem disso) e os ingleses são muito educados. Mas isso não é tudo! O garoto mais falante e enérgico que eu conheci em Nice, por exemplo, é um belga, e não um latino. Um belga patriótico como em geral imaginamos que os franceses sejam!
Nenhum comentário:
Postar um comentário